
*[Monó]logo*
Nem de dizer que errastes nisso ou naquilo, quando nem sei do que trata o certo.
Nem de menosprezar teu esforço em me fazer bem, quando nem ao menos sei do que preciso.
Eu não tenho direito algum de pedir que me entendas, me escute e me guarde, se eu me fecho em cúpula pra evitar que te aproximes. Se eu digo não, pra esconder o sim. Se eu digo "vou", quando quero ficar.
Eu não tenho direito algum de pedir que você pare, se eu não impus meus limites. O que eu gosto, como gosto, quando gosto, tu não podes saber nem eu cobrar-te. Ainda estou te inaugurando em meus desejos e em minha vida. Ainda é tudo muito novo, o que me permite a insegurança e te justifica o descaso.
Não posso querer que realizes todos os meus sonhos e te personificar em minhas fantasias. É muita responsabilidade e teus ombros franzinos, já aprendi, não podem com o peso das minhas desilusões.
Não posso depositar em ti, as minhas esperanças de antigamente. Tu ainda estás um pouco longe delas e eu sou um tanto egoísta quando se trata de cuidar de mim.
Me entendas, criança. É que um dia, não muito distante, eu acreditei em amor.
Triste fim, podes imaginar.
Hoje, até a felicidade me parece duvidosa. Paciência.
Ps.: Pé ante pé...a gente chega em algum lugar. Sem pressa.